Não creio que qualquer indicação
de que o fim está pronto desde o início seja lá muito coerente. No máximo existem escolhas à nossa escolha!
Há os que vencem; os que sempre
vencem; os que nunca vencem; mas, seja como for, atribuir nossas conquistas ou derrotas
ao vento, ao sangue, à cruz, à espada só faria sentido se essa vida fosse realmente
um jogo, e os Homens peças inanimadas dela, o que não é o caso.
Um cara decidir comprar uma caixa
de bombom para revender, com dinheiro que havia pedido emprestado, ao invés de
comprar o remédio da esposa que estava grávida, parece coisa de mente, corpo e coração miseráveis, mas ele vendeu os bombons, ganhou o suficiente para pagar
o empréstimo e mais bombons, e hoje sua esposa mora em cobertura de luxo. Sorte
ou escolha?!
Esse ex morador de rua e ex camelô decidiu entrar no ramo das balinhas a
pronta e simpática entrega e superou a pobreza que ele poderia crer seu
destino, mas acho que lá no fundo ele também sabia que o destino dos que foram
dotados de inteligência e sanidade é escolher.