terça-feira, 4 de setembro de 2012

Seja Pedra, Pedrinha ou Pedregulho...


Tema da semana: No meio do caminho tinha uma pedra.





Fulana: No meio do caminho veio outra pedra amiga, ai essa era pior que a outra, era bem maior sabe, até mais carregada e dura.

Sicrana: Hum... E ai?

Fulana: Ai que eu peguei ela, coloquei de lado sabe, mas ainda rolava para perto de mim, parece que só atraio isso, essas pedrinhas, essas coisinhas sabe. Ai que podre!

Sicrana: Mas espera, você disse que acha que só atrai isso, de certa forma já encontrou o problema.

Fulana: Pois é me dei conta disso, fazer o que?!

Sicrana: Fazer o que?! É isso então, você acha que atrai esses pedregulhos e vai continuar assim?

Fulana: Há, mas... (pensamentos voam)

Sicrana: Se você encontrou o ponto falho, metade do problema está resolvido, cabe a você retirar e não aceitar as pedras...

Na vida as pedras vão surgir de todos os lados, algumas mais pesadas e grandes, outras mais leves e pequenas, removê-las é parte da sua função como ser humano, ignorá-las para viver melhor, será sua função eterna e aceita-las terá conseqüências.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ser Pedra




Se fosse só uma pedra tudo bem, mas são pedras diárias, várias, de diferentes formas e tamanhos. E pedra é pedra: é dura, sem vida, de formato estranho que pode ser grande ou  pode ser pequena,  mostrando que já foi pedaço de algo grande, mas que com o passar do tempo se desprendeu e perdeu-se por aí na vida. É pedra. Se bater na gente dói. Pode fechar o caminho, esconder a luz e deixar sem saída e no escuro. Pode ser o fim do caminho. E a água pode bater, bater, bater até que fura – mas demora, anos e anos, milhões de anos. Acho que pedra é careta, antiga e teimosa. Sendo pedra perdeu um pouco da mocidade, da leveza, ficou presa e fragmentada. Perdeu vida e fica parada, acostumada com sua atual situação de pedra pesada. 

domingo, 2 de setembro de 2012

"No meio das pedras tinha um caminho"


Tema da semana: No meio do caminho tinha uma pedra.



No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra muito grande. Então ela desviou, contornou a pedra e voltou pro caminho.

No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra pequenininha. Então ela colocou no bolso, pra usar em seu estilingue, quando precisasse.

No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra média. Ela rolava de um lado pro outro e a menina não conseguia desviar. Vez ou outra ela rolava por cima da menina e a deixava prensada no chão... Essa pedra era muito chata, mas a menina não podia fazer nada, então ia lidando com ela e seguindo em frente, como podia. O importante era continuar seguindo o caminho, mesmo que precisasse se desgrudar do chão e correr da pedra.