Tem coisas que marcam a gente e depois vão embora. Eu não acho ruim, acho que as coisas são cíclicas, tudo tem o seu tempo e é bom que seja assim. Cada coisa a seu tempo é harmonia, equilíbrio. No entanto, deixar passar não é enterrar e colocar uma lápide para marcar a ocasião. Não, não é. É dar um grande suspiro. É esperar que as folhas opacas de outono terminem de cair, logo logo algo bom germinará.
E lembranças também são tão boas, possuem qualquer coisa de vida incubada. Então hoje foi muito bom quando me passaram um vídeo do O Teatro Mágico, há anos não ouvia. Teatro Mágico para mim tem cheiro de maresia. Me lembra menina vestida de saia rodada com camiseta escrita:
Só para raros.
Ser raro e, na raridade das coisas, ser grato por estar no mesmo lugar e ao mesmo tempo que outro raro – Serendipity
